Muita gente só procura um ortopedista quando a dor chega e, muitas vezes, quando o problema já está instalado. Mas, segundo o ortopedista, especialista em joelho, medicina esportiva e regenerativa, Adílio Bernardes, o check-up ortopédico deve ser visto como uma forma de prevenção, não apenas de tratamento. A seguir, o médico traz dicas essenciais para entender quando essa avaliação é necessária e por que ela faz diferença em todas as fases da vida.
- Faça check-up mesmo sem sintomas
Problemas ortopédicos costumam evoluir silenciosamente. Alterações na cartilagem, tendões, músculos e ossos podem surgir muito antes da dor aparecer. A avaliação preventiva evita que processos degenerativos avancem.
- Observe sinais discretos do corpoVocê não precisa sentir dor intensa para procurar ajuda. Procure um ortopedista se notar:
- inchaço persistente,
- rigidez ao acordar,
- estalos frequentes,
- formigamentos,
- perda de força,
- instabilidade,
- alteração na marcha ou em movimentos simples.
Até febre sem causa aparente pode ser um alerta.
- Atletas precisam de mais atenção
Treinos intensos aumentam o risco de lesões. De acordo com Adílio, atletas de alto rendimento devem fazer check-up a cada 6 meses. Já praticantes regulares, uma vez por ano e iniciantes, especialmente acima dos 40, precisam de avaliação antes de elevar a carga de exercícios. - Quem já teve lesões deve acompanhar regularmente Pessoas que já tiveram entorses, fraturas, cirurgias, tendinites ou desgaste articular precisam de avaliação periódica para evitar recidivas.
- Idosos devem manter avaliação contínua Com o envelhecimento, aumentam os riscos de artrose, osteoporose, perda muscular e quedas. O check-up ajuda a preservar autonomia, força e equilíbrio.
- Crianças e adolescentes também precisam de atenção Alterações de postura, dor persistente, escoliose e prática esportiva intensa justificam avaliação ortopédica na infância e adolescência.
- Pessoas com sobrepeso devem se cuidar mais cedo O excesso de peso acelera o desgaste das articulações, principalmente joelhos e coluna. A avaliação ajuda a detectar precocemente alterações degenerativas e inflamatórias.
- Fique atento ao tipo de exame solicitado O especialista explica que os exames variam conforme a necessidade sendo o raio-x para desgaste ou deformidades; ressonância magnética para cartilagem, ligamentos e tendões; ultrassonografia para tendinites e exames laboratoriais para investigar vitamina D, inflamação, metabolismo ósseo e risco de osteoporose e sarcopenia.
- Check-up é diferente de consulta por dor Adílio alerta que quando o paciente busca atendimento por dor, a patologia já se instalou. “O check-up é justamente o contrário, ele permite agir antes que o problema apareça, preservando mobilidade, prevenindo lesões e garantindo um envelhecimento mais saudável”, explica.









.png)
