O HALLOWEEN NIGHT TRAINING, promovido pelo Natal Corridas, é um evento esportivo denominado treino/corrida que será realizada no dia 31 de outubro de 2026 com largada às 20:00h, na Via Costeira (Posto Policial em Frente ao restaurante Nativas Grill antigo Spaço Guinza) Ponta Negra com distância de 5km.
As inscrições iniciarão no dia 11 de março de 2026 e ficarão abertas até o dia 29 de outubro de 2026 ou até esgotarem as vagas e deverá ser realizada através do site www.doity.com.br, sendo confirmada após o pagamento da taxa conforme o valor unico de R$ 39,90
A creatina é uma substância naturalmente produzida pelo corpo humano a partir de aminoácidos e também pode ser obtida pela alimentação, principalmente em carnes e peixes. Ela fica armazenada principalmente nos músculos na forma de fosfocreatina e tem um papel fundamental na produção rápida de energia durante esforços físicos de alta intensidade e curta duração. Por esse motivo, tornou-se um dos suplementos mais estudados e utilizados no mundo do esporte e da atividade física.
Quando uma pessoa suplementa creatina, ocorre um aumento das reservas musculares de fosfocreatina. Isso permite que o organismo produza mais rapidamente ATP, que é a principal molécula de energia usada pelas células durante o esforço físico. Em termos práticos, esse mecanismo pode ajudar o atleta a realizar esforços intensos por mais tempo ou repetir estímulos fortes com menor queda de rendimento. É por isso que a creatina apresenta benefícios bem estabelecidos para atividades como musculação, esportes de potência, tiros de velocidade, saltos ou modalidades que exigem força explosiva.
Entre atletas de academia e praticantes de musculação, os benefícios mais observados são aumento de força, melhora da capacidade de realizar mais repetições durante o treino, aceleração na recuperação entre séries e, ao longo do tempo, maior ganho de massa muscular. Parte desse efeito também está relacionado ao aumento da retenção de água dentro da célula muscular, o que favorece o ambiente metabólico para crescimento muscular.
Para atletas amadores que treinam regularmente, a creatina pode ajudar na melhora do desempenho em treinos intervalados, sessões de intensidade elevada e fases de preparação física que envolvem força e potência. Em alguns casos também contribui para a recuperação muscular, diminuindo fadiga em sessões repetidas de treino.
No caso de corredores de longa distância, como maratonistas ou praticantes de provas de rua, o impacto da creatina é mais limitado. A maratona e outras provas de endurance dependem principalmente do metabolismo aeróbico, da eficiência cardiovascular, da capacidade de utilizar gordura e carboidratos como combustível e da resistência muscular prolongada. A creatina atua principalmente em sistemas energéticos anaeróbicos e de curta duração. Assim, ela pode até ajudar em momentos específicos do treinamento, como tiros, subidas ou trabalhos de força, mas não é um suplemento que melhora diretamente o desempenho aeróbico sustentado durante uma maratona.
Outro ponto importante é que a creatina frequentemente provoca aumento de peso corporal devido à retenção de água dentro do músculo. Para esportes de resistência em que o peso corporal influencia a economia de corrida, esse aumento pode até ser um fator negativo para alguns atletas de longa distância. Por isso, muitos corredores utilizam o suplemento com cautela ou apenas em fases específicas da preparação.
Para pessoas sedentárias, a creatina também tem sido estudada em contextos clínicos. Pesquisas indicam possíveis benefícios relacionados à preservação de massa muscular, melhora da força em idosos, auxílio na recuperação muscular e até efeitos positivos em alguns aspectos cognitivos. Porém, nesses casos, os benefícios dependem muito da presença de atividade física associada. Tomar creatina sem qualquer estímulo muscular tende a produzir efeitos limitados.
Em relação aos possíveis malefícios, a creatina é considerada um dos suplementos mais seguros quando usada nas doses recomendadas. Diversos estudos clínicos de longo prazo demonstram que indivíduos saudáveis não apresentam danos renais ou hepáticos quando utilizam creatina em doses adequadas, geralmente entre 3 e 5 gramas por dia. Entretanto, algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais leves, como desconforto gastrointestinal, sensação de inchaço ou aumento de peso corporal. Indivíduos com doenças renais pré-existentes devem evitar o uso ou fazê-lo apenas sob acompanhamento médico.
Outro problema comum não está necessariamente na substância em si, mas no uso indiscriminado ou na crença de que suplementos substituem treinamento, alimentação adequada e descanso. A creatina não compensa falta de treino, não corrige má alimentação e não transforma alguém em atleta por si só. Seu efeito é complementar dentro de um contexto bem estruturado de preparação física.
No caso específico das provas de longa distância, existe também uma confusão frequente entre suplementos nutricionais e substâncias dopantes. Ao longo da história do esporte, diversas drogas foram utilizadas na tentativa de melhorar artificialmente o desempenho, como estimulantes, hormônios e outras substâncias proibidas. Porém, dados científicos e análises fisiológicas mostram que não existe nenhuma substância capaz de substituir a preparação física necessária para completar ou vencer uma prova de endurance. O desempenho em provas como maratonas depende principalmente de fatores como VO₂ máximo, limiar de lactato, economia de corrida, treinamento acumulado ao longo de anos e capacidade mental de suportar esforço prolongado.
Estudos sobre fisiologia do exercício demonstram que o rendimento em corridas de longa distância é resultado de adaptações cardiovasculares, metabólicas e musculares desenvolvidas com treinamento consistente. Nenhum suplemento ou medicamento consegue reproduzir essas adaptações de forma artificial. Mesmo substâncias dopantes que alteram parâmetros fisiológicos, como aumento da produção de glóbulos vermelhos, não garantem vitória ou desempenho superior quando não existe uma base sólida de treinamento e preparo.
Em termos médicos e científicos, portanto, não existe evidência de que qualquer medicamento ou suplemento seja capaz de “vencer” uma prova de longa distância. O que define o resultado é a combinação de treinamento, estratégia, genética, nutrição, recuperação e experiência competitiva. A creatina pode ter seu papel dentro da preparação de alguns atletas, especialmente em treinos de força ou intensidade, mas ela está muito longe de ser um fator decisivo em provas de resistência. Em corridas longas, quem realmente ganha a prova continua sendo o conjunto entre fisiologia, treinamento e capacidade mental do atleta.
A noite mais horripilante e divertida já tem data marcada e INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS 🧙
🗣️ TEREMOS CONCURSO DE FANTASIA 🎃 👻
Data: Sábado, 31 de outubro Hora: 20h Percurso: 5k Local: Via Costeria – Posto Policial – em frente ao Nativas Grill Natal (antigo Restaurante Spaço Guinza)
LIVE! Run XP traz a vivência do esporte como uma experiência completa. É sentir a energia coletiva pulsando, receber incentivo a cada passada e vibrar junto a cada nova conquista, do primeiro km ao próximo desafio superado. 🏃♀️✨ Em cada etapa, histórias se cruzam, limites são ultrapassados e nasce aquela sensação poderosa de pertencer a algo maior. Etapa Natal - NATAL 2026
Fua: 10 de maio Percursos:5 km, 10 km e 15 km ou Corrida Kids e a Arena LIVE!, com música, bem-estar e ativações exclusivas Local de largada: Praça Cívica da UFRN - Túnel da UFRN www.liverun.com.br
Eliud Kipchoge, considerado o maior maratonista de todos os tempos, acaba de anunciar que vai correr a NB 42K Porto Alegre, a melhor maratona do Brasil em 2025, segundo a World Athletics. A corrida acontece em 12 de julho, na capital gaúcha, Porto Alegre.
Eliud Running World
Durante os próximos dois anos, Eliud Kipchoge se propõe a correr uma maratona em cada um dos sete continentes para realizar seu sonho de tornar o mundo um “mundo de corredores”. Em cada parada dessa turnê mundial, o atleta também participará de ativações locais para conhecer novas culturas, encontrar e correr ao lado de seus fãs, enquanto inspira as pessoas a viverem de forma mais saudável e a unir o mundo por meio da corrida.
Ao longo do projeto, serão arrecadados fundos para a Eliud Kipchoge Foundation, focada na preservação do meio ambiente para combater as mudanças climáticas e na promoção da educação em comunidades que mais precisam. Essa etapa da turnê ganha um significado ainda mais especial diante das graves enchentes que impactaram Porto Alegre em 2024.
Foto: Divulgação
Porto Alegre, destino de Eliud Kipchoge no Brasil
Toda a negociação da vinda do atleta foi conduzida pela Run Sports, organizadora e idealizadora da prova. “Sabíamos a importância de termos grandes atletas de elite em uma prova como essa e estamos muito animados com a presença de uma lenda no esporte como Kipchoge em nossa prova. Isso só fortalece ainda mais todo o ecossistema de running no Brasil”, celebra Claudio Soirefmann, sócio e fundador.
A confirmação de um atleta de elite desse porte na NB 42K Porto Alegre demonstra como a prova vem se tornando uma das mais relevantes do calendário nacional. Ela é a única no país com o selo Elite da World Athletics, concedido apenas a eventos que atendem rigorosos padrões técnicos e operacionais, com alto nível de competitividade e presença de atletas de ponta.
Eliud Kipchoge também comentou sobre a oportunidade de correr no Brasil pela primeira vez em uma maratona oficial. “Estou muito animado para ir ao Brasil e vivenciar a paixão do povo de Porto Alegre. Cada continente tem seu próprio espírito, e estou ansioso para compartilhar essa jornada com a América do Sul”, celebra.
Com a confirmação do atleta queniano, a prova informa que abrirá um lote extra de 5 mil inscrições para todas as distâncias (5, 10, 21 e 42 km), atendendo à demanda reprimida de corredores interessados em participar de uma edição que já nasce histórica. A inscrição poderá ser feita a partir do dia 18 de março, às 13h, no site oficial.
Bônus — Maratona
Há um bônus total de até R$ 600 mil em caso de quebra de recorde em maratonas realizadas no Brasil e na América do Sul:
Caso o homem e/ou a mulher supere a melhor marca do Brasil, mas não a sul-americana: bônus de R$ 100 mil para cada.
Caso um atleta supere a marca brasileira e outro a sul-americana: R$ 100 mil para o recorde brasileiro e R$ 500 mil para o recorde sul-americano.
Caso os campeões masculino e feminino batam o recorde sul-americano: R$ 300 mil para cada.
Caso apenas um campeão supere a melhor marca da América do Sul: o atleta receberá o bônus completo de R$ 600 mil.
Tempos de referência para os bônus
Brasil Masculino — 2h11m19s (Vanderlei Cordeiro de Lima — 2002) Feminino — 2h29m48s (Tiringo Mulu — 2025)
América do Sul Masculino — 2h05m00s Feminino — 2h24m52s
Ele tem 82 anos e corre mais de 50 km por semana. Juan López García se aposentou aos 66 anos. Foi nessa fase que as filhas o incentivaram a começar a correr. Na época, completar um quilômetro já era um grande desafio. Hoje, aos 82, os resultados impressionam: sua idade biológica é estimada em cerca de 20 anos, segundo estudo publicado na Frontiers in Physiology. Um dos dados mais surpreendentes é o seu VO2Max: 52,8 ml/kg/min. Poucas pessoas dos 20 aos 30 anos atingem essa marca, que é um dos maiores indicadores de longevidade conhecidos pela ciência. Os números ajudam a explicar:
77% de massa muscular 64 km de corrida por semana 3h39 em maratona, recorde europeu na categoria Recordista mundial na ultramaratona de 50 km O segredo não está em extremos. Está na consistência. Treinos longos de intensidade moderada, musculação regular, alimentação inspirada na Dieta Mediterrânea e, principalmente, uma mentalidade que poucos mantêm aos 82 anos. Como ele mesmo diz: "Quando você começa a correr, os problemas passam a parecer menores." A maior lição talvez seja essa: nunca é tarde para começar. Juan começou aos 66. Você pode começar hoje. Salve este post e compartilhe com alguém que precisa desse incentivo.
No mês do Dia Internacional da Mulher, a Maratona do Rio, que acontece entre os dias 3 e 7 de junho, apresenta um panorama que confirma uma tendência consolidada no esporte: as mulheres são hoje a principal força de crescimento das corridas de rua no Brasil.
Na prova carioca, as corredoras já são maioria em três das quatro distâncias do evento – 5K, 10K e 21K – consolidando uma presença que cresce de forma consistente ao longo da última década.
Os números para a edição de 2026 mantém o patamar histórico registrado em 2025 e evidenciam a forte participação feminina nas diferentes provas:
10K: 61% de participação feminina (maioria desde 2018)
5K: 60% de participação feminina (maioria há 10 anos consecutivos)
21K: 58% de participação feminina (na última década, só não foram maioria em 2015 e entre 2020–2022)
42K: 29% de participação feminina
Desafio (21K + 42K): 29% de participação feminina
O avanço no endurance e nos 42K
A meia maratona (21K) é hoje uma das distâncias onde o avanço feminino é mais expressivo, impulsionando a renovação do esporte e ampliando o espaço das mulheres nas provas de endurance.
Já na maratona (42K), embora a participação feminina ainda represente 29% do total de inscritos, o número de mulheres que encaram o desafio cresce de forma consistente ano após ano – reflexo direto da base cada vez mais forte construída nas distâncias menores.
Para Vanessa Protásio, maratonista, psicóloga e integrante do time de especialistas da Maratona do Rio, “o domínio feminino nos 5K, 10K e na Meia Maratona é o alicerce para o que estamos vendo agora nos 42K. Esse crescimento consistente mostra que as mulheres estão ganhando confiança técnica e emocional para ocupar espaços de altíssima resistência. Cruzar a linha de chegada de uma maratona é reafirmar a nossa capacidade de superar limites – e a tendência é que essa presença cresça ainda mais nas distâncias longas nos próximos anos.”
A Maratona do Rio 2026 acontece entre 3 e 7 de junho, reunindo provas de 5K, 10K, 21K e 42K, além do tradicional Desafio Cidade Maravilhosa (21K + 42K). Nesta edição, o retorno da prova de 42km ao percurso clássico, com largada na Praia da Reserva e chegada no Aterro do Flamengo, permitiu ampliar a capacidade técnica da prova de maratona para 20 mil participantes, garantindo maior fluidez e segurança ao longo de todo o trajeto. Os interessados em participar dessa distância podem realizar a inscrição no site oficial do evento.
Participantes: Pessoas dos sexos feminino e masculino, regularmente inscritas de acordo com o
REGULAMENTO OFICIAL da CORRIDA no site www.tiquet.com.br;
Premiação geral: A premiação será com troféus para os 5 (cinco) primeiros colocados nas
categorias individual geral feminino 5K, 10K e 21K, individual geral masculino 5K, 10K e 21K,
individual geral PCD feminino 5K e individual geral PCD masculino 5K;
A Corrida Soldados do Fogo é a competição de rua mais tradicional de Natal e há 27 anos compõe o calendário festivo do aniversário do Corpo de Bombeiro Militar do RN (CBMRN) que este ano será em 5 de julho
Aberta para a participação da comunidade, a organização tem limitado as inscrições em 3,5 mil participantes visando garantir uma melhor organização e conforto aos atletas que, por sua vez, podem escolher disputar os percursos de 21Km, 10Km ou 5Km, entre as principais ruas e avenidas dos bairros Tirol e Petrópolis, em Natal.
O Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN) lançou nesta segunda-feira 9 a Etapa Natal do Circuito Sesc de Corridas 2026. O evento terá provas em dois turnos no mesmo dia, Desafio de 15 km, reforço na estrutura e previsão de reunir 8 mil participantes.
O Circuito Sesc de Corridas tem mais de 140 etapas previstas para 2026, com duas no Rio Grande do Norte, em Natal e Mossoró. A Etapa Natal será realizada em 16 de maio de 2026 e integra a programação da Semana S, iniciativa nacional do Sistema Comércio.
Etapa Natal do Circuito Sesc de Corridas será realizada em 16 de maio na Arena das Dunas - Foto: Divulgação
A edição prevê crescimento de mais de 30% no número de participantes em relação a 2025 e percurso de 15 km dividido em duas provas. As largadas de todas as provas, incluindo a infantil, ocorrerão na área interna da Casa de Apostas Arena das Dunas, em dois turnos distintos no mesmo dia, iniciativa do Sesc RN entre as etapas do circuito no país.
Pela manhã, ocorrerão a caminhada solidária e a prova de 10 km. No período da tarde, serão realizadas a corrida infantil e a prova de 5 km. Para o Desafio 15 km, serão destinadas mil vagas voltadas aos atletas inscritos que desejem competir. Os participantes dessa modalidade receberão duas camisas e medalhas que juntas formarão uma mandala.
A edição contará com melhorias na estrutura do evento, incluindo hidratação antes da largada, banheiros ao longo do percurso, atrações culturais e pontos de apoio posicionados ao longo do trajeto. O circuito mantém o caráter solidário, com estímulo à doação de alimentos não perecíveis destinados ao projeto Sesc Mesa Brasil.
As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site sescrn.com.br, com abertura de lote promocional válido por 24 horas após o evento de lançamento. O kit incluirá camiseta, número de identificação e chip. O uso do número de peito será obrigatório e garantirá acesso à hidratação, medalha de participação e classificação oficial.
A corrida segue crescendo em ritmo acelerado no Brasil e, para além do aumento numérico, os dados mais recentes apontam mudanças comportamentais na forma como os brasileiros correm. A segunda edição do estudoPor Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025. Com isso, o número total de praticantes chegou a 15 milhões, superando os 13 milhões registrados em 2024 — um crescimento de 15% em apenas um ano, acima do ritmo de crescimento da população mundial no mesmo período, que foi de 0,9%.
Foto: Divulgação
Os corredores estão distribuídos de forma equilibrada entre homens (50%) e mulheres (50%), concentrados majoritariamente na região Sudeste (50%), com forte presença da classe C (43%) e idade média de 34 anos — três anos a menos do que em 2024. Trata-se também de uma comunidade diversa do ponto de vista racial, composta por 43% de pessoas brancas, 36% pardas e 10% pretas.
Os dados confirmam ainda a percepção de quem vive o esporte no dia a dia: a corrida deixou de ser uma moda passageira e se consolidou como estilo de vida, com 81% dos corredores afirmando que pretendem manter a prática nos próximos anos.
A pesquisa foi conduzida em novembro de 2025, por meio de um questionário quantitativo com 1.179 corredores e corredoras de todas as regiões do país, que praticam corrida ao menos uma vez por semana, seja na rua, na academia ou na esteira. O estudo representa a segunda onda de um rastreamento anual criado para acompanhar a evolução da corrida no Brasil de forma contínua e comparável ao longo do tempo.
“A corrida no Brasil está de cara nova. A pesquisaPor Dentro do Corremostra que ela deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas. Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. O crescimento da presença da classe C, dos jovens e das mulheres entre os corredores reforça esse movimento de democratização. A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro”, comenta Márcio Callage, CMO da Olympikus.
Mais do que crescer em número, a corrida mudou de perfil. Mulheres, jovens e pessoas da classe C foram os principais responsáveis pela renovação da base de corredores no último ano. As mulheres lideram a entrada de novos praticantes: 56% começaram a correr há menos de um ano — entre os homens, esse percentual é de 38% — e 32% iniciaram a prática nos últimos seis meses. O estudo também aponta um rejuvenescimento do esporte, com a idade média dos corredores caindo de 37 anos, em 2024, para 34 anos, em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento da faixa etária entre 18 e 24 anos, que passou de 12% para 20% do total e reúne os praticantes mais orientados pela performance.
Outro movimento relevante identificado é a democratização da prática. A participação da classe C avançou de 36% para 43% dos corredores em apenas um ano, reforçando a corrida como um esporte acessível, flexível e adaptável à rotina, ao espaço e ao tempo disponível de cada pessoa.
Em 2025, a corrida se consolidou como o quarto esporte mais praticado no Brasil (14%), atrás apenas da caminhada (39%), da musculação (25%) e do futebol (16%), e à frente do ciclismo (10%). Saúde física, saúde mental e condicionamento seguem como os principais motivadores tanto para iniciar quanto para permanecer na prática. Ganham força conceitos como “correr pouco ainda é correr”, a constância acima do pace e o prazer como motivador central. A pesquisa mostra que a corrida “cumpre o que promete”: quem começa buscando esses benefícios tende a continuar ao perceber melhorias reais no dia a dia.
Apesar disso, a forma de correr mudou. A prática se tornou mais esporádica, com a frequência média semanal caindo de 3,4 para 1,8 vezes, puxada principalmente pelos novos corredores, que ainda buscam formas de encaixar o esporte na rotina. A rua segue como o principal território da corrida, reforçando sua acessibilidade, enquanto trilhas despontam como um novo espaço de expansão, especialmente entre corredores mais experientes e de classes mais altas.
Mesmo com a redução na frequência, a distância média semanal aumentou, passando de 9,2 km para 10,6 km, especialmente entre corredores veteranos. O dado revela um cenário de contraste: enquanto quem já corre há mais tempo consegue evoluir sua quilometragem, os novatos demonstram maior insatisfação com o próprio desempenho, refletindo uma tensão crescente entre o desejo de performance e as limitações práticas do cotidiano.
A corrida também se mostra cada vez mais coletiva. A participação em grupos e assessorias cresceu, e o número de corredores que não fazem parte de nenhuma dessas estruturas caiu oito pontos percentuais em um ano. Esses grupos, no entanto, mudaram de papel: se antes eram vistos principalmente como espaços de acolhimento e segurança, agora se consolidam como facilitadores de performance, com foco na troca de conhecimento, na estrutura de treino e na evolução técnica — uma das mudanças mais significativas entre as duas ondas da pesquisa.
Esse amadurecimento do ecossistema também se reflete no aumento da participação em provas de corrida. Em 2025, 29% dos corredores participaram de eventos, contra 23% em 2024, representando um crescimento de 26% no número de participantes. Embora a maioria ainda não participe, o interesse futuro é elevado, especialmente entre as mulheres.
Para a Box1824, a comparação entre as duas ondas revela uma mudança de fase da corrida no Brasil. “De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas. O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no mainstream e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como por meio de uma prática mais coletiva e social, que é a cara do Brasil”, afirma Luisa von Mühlen, da Box1824.
Entre os principais obstáculos à prática da corrida, a falta de tempo e a insegurança seguem como as maiores barreiras. Questões relacionadas à segurança dificultam a prática para 32% das mulheres e 25% dos homens, o que ajuda a explicar a maior presença feminina em academias e ambientes controlados. Os dados indicam que a corrida vive um momento-chave: cresce, se populariza e se diversifica, mas enfrenta o desafio de se manter sustentável, prazerosa e acessível. Para a Olympikus, acompanhar essa evolução a partir de uma lente que coloca a comunidade no centro é essencial para compreender não apenas quantas pessoas correm, mas como, por que e em que condições elas continuam correndo.