O Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN) lançou nesta segunda-feira 9 a Etapa Natal do Circuito Sesc de Corridas 2026. O evento terá provas em dois turnos no mesmo dia, Desafio de 15 km, reforço na estrutura e previsão de reunir 8 mil participantes.
O Circuito Sesc de Corridas tem mais de 140 etapas previstas para 2026, com duas no Rio Grande do Norte, em Natal e Mossoró. A Etapa Natal será realizada em 16 de maio de 2026 e integra a programação da Semana S, iniciativa nacional do Sistema Comércio.
Etapa Natal do Circuito Sesc de Corridas será realizada em 16 de maio na Arena das Dunas - Foto: Divulgação
A edição prevê crescimento de mais de 30% no número de participantes em relação a 2025 e percurso de 15 km dividido em duas provas. As largadas de todas as provas, incluindo a infantil, ocorrerão na área interna da Casa de Apostas Arena das Dunas, em dois turnos distintos no mesmo dia, iniciativa do Sesc RN entre as etapas do circuito no país.
Pela manhã, ocorrerão a caminhada solidária e a prova de 10 km. No período da tarde, serão realizadas a corrida infantil e a prova de 5 km. Para o Desafio 15 km, serão destinadas mil vagas voltadas aos atletas inscritos que desejem competir. Os participantes dessa modalidade receberão duas camisas e medalhas que juntas formarão uma mandala.
A edição contará com melhorias na estrutura do evento, incluindo hidratação antes da largada, banheiros ao longo do percurso, atrações culturais e pontos de apoio posicionados ao longo do trajeto. O circuito mantém o caráter solidário, com estímulo à doação de alimentos não perecíveis destinados ao projeto Sesc Mesa Brasil.
As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site sescrn.com.br, com abertura de lote promocional válido por 24 horas após o evento de lançamento. O kit incluirá camiseta, número de identificação e chip. O uso do número de peito será obrigatório e garantirá acesso à hidratação, medalha de participação e classificação oficial.
A corrida segue crescendo em ritmo acelerado no Brasil e, para além do aumento numérico, os dados mais recentes apontam mudanças comportamentais na forma como os brasileiros correm. A segunda edição do estudoPor Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025. Com isso, o número total de praticantes chegou a 15 milhões, superando os 13 milhões registrados em 2024 — um crescimento de 15% em apenas um ano, acima do ritmo de crescimento da população mundial no mesmo período, que foi de 0,9%.
Foto: Divulgação
Os corredores estão distribuídos de forma equilibrada entre homens (50%) e mulheres (50%), concentrados majoritariamente na região Sudeste (50%), com forte presença da classe C (43%) e idade média de 34 anos — três anos a menos do que em 2024. Trata-se também de uma comunidade diversa do ponto de vista racial, composta por 43% de pessoas brancas, 36% pardas e 10% pretas.
Os dados confirmam ainda a percepção de quem vive o esporte no dia a dia: a corrida deixou de ser uma moda passageira e se consolidou como estilo de vida, com 81% dos corredores afirmando que pretendem manter a prática nos próximos anos.
A pesquisa foi conduzida em novembro de 2025, por meio de um questionário quantitativo com 1.179 corredores e corredoras de todas as regiões do país, que praticam corrida ao menos uma vez por semana, seja na rua, na academia ou na esteira. O estudo representa a segunda onda de um rastreamento anual criado para acompanhar a evolução da corrida no Brasil de forma contínua e comparável ao longo do tempo.
“A corrida no Brasil está de cara nova. A pesquisaPor Dentro do Corremostra que ela deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas. Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. O crescimento da presença da classe C, dos jovens e das mulheres entre os corredores reforça esse movimento de democratização. A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro”, comenta Márcio Callage, CMO da Olympikus.
Mais do que crescer em número, a corrida mudou de perfil. Mulheres, jovens e pessoas da classe C foram os principais responsáveis pela renovação da base de corredores no último ano. As mulheres lideram a entrada de novos praticantes: 56% começaram a correr há menos de um ano — entre os homens, esse percentual é de 38% — e 32% iniciaram a prática nos últimos seis meses. O estudo também aponta um rejuvenescimento do esporte, com a idade média dos corredores caindo de 37 anos, em 2024, para 34 anos, em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento da faixa etária entre 18 e 24 anos, que passou de 12% para 20% do total e reúne os praticantes mais orientados pela performance.
Outro movimento relevante identificado é a democratização da prática. A participação da classe C avançou de 36% para 43% dos corredores em apenas um ano, reforçando a corrida como um esporte acessível, flexível e adaptável à rotina, ao espaço e ao tempo disponível de cada pessoa.
Em 2025, a corrida se consolidou como o quarto esporte mais praticado no Brasil (14%), atrás apenas da caminhada (39%), da musculação (25%) e do futebol (16%), e à frente do ciclismo (10%). Saúde física, saúde mental e condicionamento seguem como os principais motivadores tanto para iniciar quanto para permanecer na prática. Ganham força conceitos como “correr pouco ainda é correr”, a constância acima do pace e o prazer como motivador central. A pesquisa mostra que a corrida “cumpre o que promete”: quem começa buscando esses benefícios tende a continuar ao perceber melhorias reais no dia a dia.
Apesar disso, a forma de correr mudou. A prática se tornou mais esporádica, com a frequência média semanal caindo de 3,4 para 1,8 vezes, puxada principalmente pelos novos corredores, que ainda buscam formas de encaixar o esporte na rotina. A rua segue como o principal território da corrida, reforçando sua acessibilidade, enquanto trilhas despontam como um novo espaço de expansão, especialmente entre corredores mais experientes e de classes mais altas.
Mesmo com a redução na frequência, a distância média semanal aumentou, passando de 9,2 km para 10,6 km, especialmente entre corredores veteranos. O dado revela um cenário de contraste: enquanto quem já corre há mais tempo consegue evoluir sua quilometragem, os novatos demonstram maior insatisfação com o próprio desempenho, refletindo uma tensão crescente entre o desejo de performance e as limitações práticas do cotidiano.
A corrida também se mostra cada vez mais coletiva. A participação em grupos e assessorias cresceu, e o número de corredores que não fazem parte de nenhuma dessas estruturas caiu oito pontos percentuais em um ano. Esses grupos, no entanto, mudaram de papel: se antes eram vistos principalmente como espaços de acolhimento e segurança, agora se consolidam como facilitadores de performance, com foco na troca de conhecimento, na estrutura de treino e na evolução técnica — uma das mudanças mais significativas entre as duas ondas da pesquisa.
Esse amadurecimento do ecossistema também se reflete no aumento da participação em provas de corrida. Em 2025, 29% dos corredores participaram de eventos, contra 23% em 2024, representando um crescimento de 26% no número de participantes. Embora a maioria ainda não participe, o interesse futuro é elevado, especialmente entre as mulheres.
Para a Box1824, a comparação entre as duas ondas revela uma mudança de fase da corrida no Brasil. “De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas. O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no mainstream e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como por meio de uma prática mais coletiva e social, que é a cara do Brasil”, afirma Luisa von Mühlen, da Box1824.
Entre os principais obstáculos à prática da corrida, a falta de tempo e a insegurança seguem como as maiores barreiras. Questões relacionadas à segurança dificultam a prática para 32% das mulheres e 25% dos homens, o que ajuda a explicar a maior presença feminina em academias e ambientes controlados. Os dados indicam que a corrida vive um momento-chave: cresce, se populariza e se diversifica, mas enfrenta o desafio de se manter sustentável, prazerosa e acessível. Para a Olympikus, acompanhar essa evolução a partir de uma lente que coloca a comunidade no centro é essencial para compreender não apenas quantas pessoas correm, mas como, por que e em que condições elas continuam correndo.
O segundo lote de inscrições para a2ª Corrida da Gente - Nordestãofoi aberto nesta quinta-feira. A prova está marcada para o dia 1º de março, com largada às 5h na nova unidade do Supermercado Nordestão na Rota do Sol, em Natal. A disputa contará com percursos de 5 km e 10 km, pela própria Rota do Sol, no sentido Pirangi.
São esperados 5 mil corredores de todo o estado do Rio Grande do Norte.
Para participar da corrida, os interessados precisam estar cadastrados no aplicativo Nordestão Pra Você, disponível para download na Google Play Store e na App Store. Em seguida, é preciso acessar osite da Doity, plataforma oficial de vendas, inserir o CPF cadastrado e concluir a inscrição, que será liberada automaticamente.
Após o sucesso na realização da primeira edição em 2025, a Atra-E Assessoria e Eventos Esportivos consolida sua presença no segmento de corridas de rua e assina novamente a organização da Corrida da Gente. A empresa tem em seu portfólio provas como a Corrida da Padroeira, a Corrida do Turismo e a Corrida Alvinegra, promovida em parceria com o ABC Futebol Clube, além da etapa Natal da Corrida Centauro Desbrava.
A Atra-E e o Nordestão projetam uma estrutura ampliada para esta segunda Corrida da Gente, pensada para acolher atletas de diferentes perfis e reforçar o caráter de celebração do esporte e do bem-estar.